UM VÍRUS CHAMADO COVID-19 E AS CONSEQUÊNCIAS ATUAIS E FUTURAS DE SUA PANDEMIA
Os primeiros coronavírus isolados em humanos datam da década de 30, no entanto, foi na década de 60 que o vírus recebeu este nome devido a sua aparência, que na microscopia, se parece com a forma de uma coroa. Existem muitos coronavírus mundialmente catalogados, presentes em animais ou não, mas muitos deles relacionados a infecções respiratórias. Antes de falarmos especificamente, no mais “famoso” deles, atualmente, precisamos diferenciar os termos: endemia, epidemia e pandemia, e lembrando que ainda não temos casos confirmados de transmissão animal – homem.
A endemia se refere a uma doença frequente em um espaço limitado, de causa local, que não se espalha para outras regiões. Já na epidemia, uma doença específica está presente numa determinada comunidade ou região, e quando atinge várias regiões denominamos de surto epidêmico. A pandemia é a mais grave, pois trata-se de uma epidemia mundial, que se espalha em todos os cantos do planeta.
Os primeiros casos de infecção pelo COVID-19 foram relatados no final de 2019, na província de Hubei, na China. A partir daí, o que poderia ser uma epidemia, tomou proporções mundiais sem sabermos ainda quais proporções tomará e tão menos, por enquanto, como esta pandemia poderá ser curada. Segundo o site da Johns Hopkins University & Medicine (https://coronavirus.jhu.edu/map.html), que mostra atualizado o mapa do COVID-19, atualmente são 328.275 casos confirmados da doença no mundo, onde a china com 81.397 casos, a Itália com 59.138 casos, e os EUA com mais de 31.000 infectados lideram o ranking de pacientes confirmados. No que se refere a mortos por causa desta infecção, são 14.366 casos no mundo, sendo na Itália mais de 5.400 mortos, na China 3.144 e na Espanha são 1.756 casos de óbitos pelo COVID-19.
O Brasil ocupa, neste momento o 20º lugar com 1.209 casos confirmados. No entanto, infelizmente esses números não refletem a nossa realidade. Certamente estes casos ainda são subnotificados, primeiramente porque existem muitos casos aguardando o resultado dos exames para serem confirmados, e principalmente, como o Brasil não tem estrutura e condições de realizar o exame para COVID-19 para todos os casos suspeitos, dificilmente teremos os números exatos, como por exemplo na Coréia onde todos os casos suspeitos realizaram o screening para o coronavírus. Logo, poderíamos multiplicar este número de casos confirmados por 5, 10 ou mais, sem dúvida nenhuma.
Apesar dos esforços das autoridades regionais e federais, se a população não se conscientizar que o “melhor tratamento”, a melhor forma de evitarmos a propagação desta pandemia, é o isolamento social, ou seja, ficar em casa, e sair apenas se for necessário. Se não tomarmos esta postura teremos certamente um número ainda maior de casos confirmados e tragicamente de mortes, muito acima dos países que já estão passando pela fase aguda do problema. Sabemos que 80% dos infectados evoluiram bem, no entanto, como os principais afetados serão os idosos e populações consideradas de risco (presença de doenças crônicas, transplantados, quadros respiratórios graves, dentre outros), muitos serão infectados, e por não apresentarem sintomas, serão vetores de transmissão para um número incontável de pessoas, principalmente pois já temos muitos casos de infecção comunitária, ou seja, locais onde não se pode identificar a cadeia de transmissão.
Na minha opinião o governo federal deveria ter instituído o toque de recolher e ordenar o fechamento de todos os serviços não essências, como vem ocorrendo em vários países, já na semana passada ou antes até. Infelizmente parte da população no Brasil ainda não se conscientizou que o problema é sério, que o problema é grave. Infelizmente não se engajaram a tentar evitar que tenhamos milhares de infectados e consequentemente de mortos. Aqui no Brasil, certamente esta pandemia tomará proporções sem fim, que ainda não podemos quantificar e medir, mas tomando como exemplo países que já estão contendo a transmissão, como a China, Coréia e Japão e, países que hoje estão no auge do problema, como a Itália e a Espanha, infelizmente estamos mais no caminho da Itália do que da Coréia e do Japão.
O que a população em geral tem que entender é que no ritmo que as contaminações e mortes estão ocorrendo por aqui, muito provavelmente, sendo extremamente otimista, o nosso sistema de saúde público (SUS), como também o privado, não conseguiram dar a assistência devida aos pacientes infectados que precisaram de suporte hospitalar. Não teremos leito para todos, não teremos estrutura de UTI para todos, e consequentemente e, infelizmente, perderemos entes queridos e desconhecidos aos montes, nos próximos meses.
Em tempos de uma avalanche desmedida de informações sobre a pandemia, que muitas delas, mais atrapalham do que ajudam, sugiro assistirem os vídeos do microbiologista Átila Iamarino, pós-doutorado pela Universidade de São Paulo e pela Yale University, que explica a origem do problema, já previa que uma pandemia viral poderia ser devastadora e faz projeções futuras, no mundo e no Brasil, com dados concretos. Segue o link https://www.youtube.com/watch?v=zF2pXXJIAGM Em resumo passaremos por tudo isso, e devemos sempre tirar pontos positivos das adversidades. Muitas coisas mudarão mundialmente após o término desta pandemia, podem ter certeza.
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O basquete que conhecemos hoje, curiosamente teve seu esboço iniciado em 1891 por um professor de educação física canadense, que trabalhava numa associação em Massachusetts, nos Estados Unidos. Este professor, com o objetivo de criar uma atividade interna para os seus alunos nos meses de frio, utilizou 2 cestas de pêssego e uma bola de futebol.
Quando falamos em basquete, certamente a primeira palavra que nos vem a mente é a NBA (National Basketball Association), a liga de basquete norte americano. A NBA envolve cifras mais que astronômicas, talentos mundialmente reconhecidos, e logicamente as lesões ortopédicas oriundas nesta população, trás repercussões de igual monta.
Aqui no Brasil, com o Novo Basquete Brasil (NBB), as competições, os times, ou seja, toda a estrutura melhorou muito, e já exportamos atletas com mais frequência, para outros países como também para times da NBA. Porém, mesmo com esta crescente melhora a febre da NBA em todas as idades aqui no Brasil é imensa.
Segundo dados americanos, há uma incidência de 6 a 14 lesões por 1.000 horas jogadas, e as principais lesões por região do corpo são:
- Tornozelo / Pé: uma das lesões mais comuns são as entorses do pé e tornozelo, que na sua maioria envolvem mais as estruturas ligamentares, mas algumas fraturas ao redor destas articulações também podem ocorrer. Um dos atletas que mais sofreu com este tipo de lesão foi Stephen Curry, além da grave lesão do tendão de aquiles sofrida por Kevin Durant, ambos do Golden State Warriors, na temporada passada.
- Quadril / Coxa: as contusões na região da coxa e as lesões da musculatura posterior listam as principais injúrias nesta região.
- Joelho: a dor femoropatelar, ou seja, a dor na frente do joelho, é uma das lesões mais comuns entre os jogadores de basquete. Outras lesões, não menos comum, porém mais graves são as lesões ligamentares, principalmente as que envolvem o ligamento cruzado anterior, como o que ocorreu com o atleta Klay Thompson, do Golden State Warriors, cuja imagem da entorse do seu joelho correu os 4 cantos do mundo.
- Cabeça: as lesões ou ferimentos corto contusos nesta região também são muito comuns, muitos deles tendo a necessidade de pontos. O basquete é uma modalidade onde os traumas por contato direto são muito frequentes.
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O cotovelo do tenista, ou epicondilite lateral do cotovelo, é um processo inflamatório que acomete os tendões extensores que se originam em uma saliência óssea que se localiza na face lateral (externa) do cotovelo, chamada de epicôndilo lateral do cotovelo. Apesar da descrição estar relacionada, mais comumente, à prática da atividade do tênis, apenas 10% dos praticantes apresentam este quadro.
O diagnóstico desta patologia ortopédica se dá principalmente pela história e exame clínico. O ultrassom é uma opção, como exame complementar, para auxiliar nos casos duvidosos, pois trata-se de um exame simples e de fácil acesso na maioria dos serviços ortopédicos. A ressonância normalmente é solicitada para os quadros mais crônicos e/ou não responsivos ao tratamento.
O tratamento recomendado baseia-se no uso de medicação analgésica ou antiinflamatória, quando necessário, mas principalmente a fisioterapia e compressas de gelo local. Além disso, identificar as causas, excesso de treinos ou jogos, forma de segurar a raquete e bater na bola, associado a uma fraqueza da musculatura do antebraço são as principais. Identificando é mandatório sua correção.
Lembrando que a prevenção é o melhor tratamento.
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O menisco é uma estrutura cartilaginosa (fibrocartilaginosa) que se localiza dentro do joelho, entre o osso do fêmur (coxa) e perna (tíbia). Existem 2 meniscos dentro o joelho, o menisco medial (na parte interna) e o lateral (na parte externa), ambos em formato de “C” ou ferradura. Os meniscos funcionam como amortecedores e auxiliam na estabilização do joelho.
Infelizmente, apesar da grande importância que os meniscos têm para o joelho, são estruturas que possuem um suprimento sanguíneo interno extremamente irregular justificando a não cicatrização dos mesmos na maioria das lesões.
As lesões de menisco, geralmente ocorrem devido a traumas torcionais, principalmente durante a prática de atividades esportivas, em paciente jovens e adultos jovens. Em idosos as lesões geralmente surgem devido ao desgaste natural da própria articulação.
Nem todas as lesões de menisco são de tratamento cirúrgico. Além do exame clínico com profissional habilitado, é necessário avaliar os meniscos com exame complementar (ressonância), e assim definir se o tratamento será conservador ou cirúrgico.
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O ciclismo é um dos esportes que mais cresceu no mundo nas últimas décadas, com provas organizadas nas mais diversas categorias. Além disso, a bicicleta também tem sido cada vez mais utilizada como meio de transporte principalmente nas grandes cidades, com espaços e corredores destinados exclusivamente para esta finalidade. No entanto, com o aumento exponencial da prática deste esporte, a dor lombar (lombalgia) tem se tornado uma das queixas mais frequentes nesta população, acometendo 50% ou mais dos praticantes. As provas mais longas são as que aumentam substancialmente o risco de lombalgia devido a posição em flexão excessiva ou incorreta do tronco que é sustentada por longos períodos, levando a um desequilíbrio osteomuscular e ligamentar de toda coluna, a sobrecarga e consequentemente a dor. Soma-se ainda a este importante fator, a fraqueza da musculatura lombo-pélvica e a falta de alongamento e flexibilidade, que muitos ciclistas apresentam devido à ausência e a erros de treinamento. O aumento na intensidade e no volume dos treinos é outro fator de risco extremamente frequente como causa de lombalgia. Muitos ciclistas visando provas muito próximas, aumentam inadvertidamente a intensidade e o volume de treinamento num período curto, não dando tempo para as estruturas osteomusculares se adaptarem ao mesmo. Existem outros fatores de igual importância, que aumentam a lista das principais causas de lombalgia entre os praticantes de ciclismo que são: • Diferença no comprimento dos membros inferiores que possa estar presente nos ciclistas • Presença de desvios posturais • Tipos de quadro e demais componentes da bike • Ajustes inadequados da bike ao biotipo do ciclista. Bike fit é o nome que se dá a avaliação postural e da biomecânica do ciclista em sua bicicleta A dor, independente do esporte, é um importante fator que compromete o desempenho do atleta, profissional ou amador, e no caso do ciclismo a permanência deste quadro álgico na região lombar, sem o correto tratamento e prevenção, pode comprometer ao logo dos anos, a estrutura de toda coluna, e consequentemente a suspensão precoce da prática desta atividade. Lembre-se que este artigo é meramente informativo e em nenhum momento substitui a avaliação médica e consequentemente o tratamento, logo, no surgimento de sintomas semelhantes procure seu ortopedista, e/ou profissional habilitado.
A periostite tibial, mais conhecida na gíria, principalmente de corredores, como “canelite” é uma inflamação que ocorre literalmente na altura da canela, ou seja, no 1/3 distal da perna. Trata-se de uma inflamação que acomete uma importante estrutura chamada de periósteo (uma capa (membrana) que recobre os nossos ossos), e/ou o próprio osso da perna que chamamos de tíbia, daí o termo médico, periostite tibial. A canelite é uma lesão/inflamação muito frequente nos praticantes de atividades de impacto, como o futebol, tênis, squash, basquete, mas tornou-se popular entre os corredores. As queixas principais desta periostite se dá na face interna da perna, na região próxima do tornozelo, principalmente na região desprovida de musculatura. A dor se inicia de forma insidiosa, leve, percebida durante a prática esportiva, que melhora com o repouso, principalmente na fase aguda, porém com a evolução do quadro a dor torna-se constante tanto aos esforços quanto nas atividades da vida diária e até no repouso. As causas principais relacionadas a canelite são: • Aumento no volume e intensidade dos treinos sem a correta orientação de um profissional habilitado • Prática de atividades de impacto com excesso de peso corporal • Prática irregular de atividades de impacto sem a preparação adequada com exercícios frequentes de fortalecimento e alongamento • Tênis inadequados para a pisada do atleta e/ou gastos • Erros de pisada • Treinos em superfícies rígidas e irregulares e no caso de ruas as que possuem determinada inclinação O tratamento se inicia primeiramente em tentar identificar as causas e corrigi-las especificamente cada uma delas. Além disso, medicação analgésicas e anti-inflamatórias auxiliam no processo de recuperação. No entanto, é na reabilitação fisioterápica que se encontra o mais efetivo dos tratamentos. Uma orientação importantíssima aos atletas que se recuperam desta lesão é evitar os fatores causais e manter os exercícios de fortalecimento e alongamento, após o tratamento fisioterápico, como forma de prevenção. A prevenção é o melhor dos tratamentos. Lembre-se que este artigo é meramente informativo e em nenhum momento substitui a avaliação médica e consequentemente o tratamento, logo, no surgimento de sintomas semelhantes procure seu ortopedista.
Novo ano letivo se inicia e as dúvidas dos pais ou responsáveis com o correto uso das mochilas pelos seus filhos vem à tona no momento de comprá-las. As mochilas escolares são muito úteis para o transporte de materiais escolares, mas pode tornar-se um perigo para crianças e adolescentes se usadas incorretamente.
O peso recomendado da mochila, ou seja, o peso da mochila mais os materiais escolares que serão transportados não podem exceder mais do que 10% do peso corporal da criança. Por exemplo, uma criança com 45 kg, deverá transportar no máximo 4,5kg na mochila.
A preocupação com o uso incorreto das mochilas deve se iniciar em casa com os pais, porém a escola também deveria ter um papel ativo nas orientações para o uso correto deste acessório importantíssimo para as atividades escolares, no entanto, infelizmente são pouquíssimas as escolas que exercem este papel juntos aos seus alunos independentemente da idade.
Os problemas mais comuns, que o uso incorreto das mochilas escolares pode trazer, são:
• Dores na coluna vertebral: cervical, dorsal e lombar
• Dores nos ombros
• Alterações na postura
• Alterações no caminhar e interferência no equilíbrio
As principais dicas para o uso correto das mochilas escolares por crianças e adolescentes são:
• Peso da mochila e materiais não devem exceder os 10% do peso corporal
• Leve dentro da mochila apenas o essencial para aquele dia
• O tamanho da mochila não deve ultrapassar o tamanho do tronco da criança, pois o apoio deve ser feito na região dorsal e não lombar
• Utilizar sempre as duas alças, uma em cada ombro, e ajustá-las na altura dos mesmos. Além disso, alças compridas e estreitas sem o acolchoamento adequado podem provocar dor na região cervical, ombros e cintura escapular (musculatura para cervical, ombro e escápula)
• Além do tamanho das alças que são ajustadas nos ombros, a mochila ideal é aquela que possui também uma alça que prende a parte inferior da mochila na frente (cintura) da criança, pois colada no tronco a mochila tem melhor estabilidade e distribuição do peso, com o apoio nos ombros e cintura
Uma boa opção que pode substituir as mochilas que vão às costas, são aquelas com rodinhas. Mas cuidado, pois a alça (puxador) deve estar no nível da cintura da criança, de fácil acesso, sem que a criança tenha que torcer ou inclinar o tronco para levá-la.
Felizmente, as escolas têm utilizado cada vez mais recursos eletrônicos que têm facilitado o dia a dia das crianças e adolescentes, evitando assim o trazer e levar de cadernos e livros pesados, mas ainda restrito, em grande parte a instituições de ensino privado.
As escolas, mais precisamente seus educadores, também são responsáveis por promover junto aos seus alunos e pais, seja através de materiais educativos, ou até mesmo orientações práticas, encenadas com os próprios alunos, facilitando o acesso dos mesmos as principais dicas de como se usar corretamente a mochila. Outra dica para as escolas, que ainda não possuem, são os armários instalados dentro da escola para que os alunos possam deixar objetos e materiais escolares dentro, sem ter a necessidade de transportá-los diariamente da escola para casa e de casa para a escola.
Lembre-se que este artigo é meramente informativo e em nenhum momento substitui a avaliação médica e consequentemente o tratamento, logo, no surgimento de sintomas semelhantes procure seu ortopedista.
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Atrás do joelho
CISTO ATRÁS DO JOELHO, DEVO ME PREOCUPAR?
O aumento de volume e dor atrás do joelho tem sido relatado com bastante frequência nos consultórios, sendo que muitas vezes não relacionados a eventos específicos agudos. Trata-se de um cisto.
Este cisto tem vários nomes: cisto de Baker, cisto poplíteo, mas trata-se de um cisto sinovial, ou seja, uma bolsa que se forma próximo de uma articulação. O joelho não é a articulação mais afetada, e sim a mão e o pé. No entanto, no joelho este cisto tem uma comunicação com a superfície interna do mesmo, como se fosse um “canudo”, e todo problema interno do joelho que curse com aumento do quadro inflamatório, e consequentemente com aumento de líquido dentro da articulação, parte deste líquido, entra no cisto através desta comunicação citada, deixando o mesmo semelhante a uma bexiga cheia de água. Os principais sintomas que o cisto pode trazer é a dor, aumento de volume local e sensação de pressão.
A faixa etária mais comum, que descobrimos este cisto está acima dos 45 a 50 anos, e muitas vezes associados a problemas como traumas ou entorses, lesões de menisco, lesões de cartilagem, artrose e até mesmo a patologias vasculares e reumatológicas.
O cisto de Baker pode, eventualmente pode se romper, e o principal sintoma é a intensa dor e intumescimento na panturrilha, já que o líquido que estava dentro do cisto, se espalha, para baixo, devido a ação da gravidade, trazendo intensa reação inflamatória na região da panturrilha (batata da perna), que pode muitas vezes se confundir com trombose venosa profunda.
O diagnóstico se dá pelo ultrassom posterior do joelho ou ressonância, e o tratamento se baseia em medicações analgésicas, antiinflamatórias, fisioterapia, punção do cisto guiada pelo ultrassom (poucos casos) e por último sua retirada cirúrgica, porém este último muito raro.
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Tornozelo
A entorse de tornozelo pode ser classificada na prática em graus, ou seja, de acordo com a gravidade e sintomas pós entorse, em leve, moderada e grave. Toda entorse de tornozelo tem envolvimento ligamentar em maior ou menor grau, que vai desde um estiramento leve até rupturas totais. Além dos ligamentos outras estruturas podem ser afetadas, como os ossos levando a fraturas. O movimento mais comum nas entorses são as chamadas entorses em inversão, onde o pé e o tornozelo se deslocam para dentro, afetando principalmente a parte externa do tornozelo. Os sintomas são compatíveis e corresponderam com a gravidade das lesões. Nas entorses leves, é comum um desconforto passageiro, discreto ou nenhum edema e sem grandes dificuldades para deambular. Nas moderadas, a dor já se eleva um pouco mais, principalmente para deambular ou pisar, e o edema sempre presente. Nas entorses mais graves, muitos descrevam a sensação ou ter ouvido estalos, e todos os sintomas descritos acima estão presentes e em maior intensidade. É comum surgir, com o passar das horas um hematoma no local do edema, denotando uma extensão ainda maior das lesões. Nestes casos, além da parte ligamentar, as fraturas também podem estar presentes. Nesta fase inicial, pós trauma, a melhor conduta é iniciar compressas de gelo, 20 a 30 minutos, de 2 em 2 horas, usar um analgésico ou anti-inflamatório, caso não tenha nenhuma contraindicação, evitar a deambulação (andar) e procurar um serviço de ortopedia para uma avaliação. O tratamento se continua com a restrição de movimentos através das imobilizações, e o tempo de utilização vai depender do grau e do tipo da lesão.
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